Castanha do Rio Unini chega ao cardápio dos melhores restaurantes de Manaus


Castanha é ingrediente no Caxiri, localizado no Centro (Divulgação)

A Castanha-da-Amazônia tem sido uma das principais fontes de renda para mais de 160 famílias que moram nas comunidades da Reserva Extrativista (Resex) Rio Unini, unidade de conservação federal localizada no médio rio Negro, município de Barcelos, no norte do Amazonas. 

Operando desde 2014 em escala comercial, a fábrica de beneficiamento instalada dentro da Resex ajudou a profissionalizar ainda mais a cadeia produtiva da amêndoa, agregando valor ao produto final. Esse trabalho é gerenciado pela Cooperativa Mista Agroextrativista do Rio Unini (Coomaru) e conta com apoio técnico da Fundação Vitória Amazônica (FVA) e de outras instituições.

As castanhas são coletadas por extrativistas em vários castanhais da bacia do Rio Negro e seguem para a fábrica, localizada na comunidade Patauá, para serem selecionadas, desidratadas e embaladas a vácuo, garantindo a qualidade do produto por mais tempo. 

Dentre os compradores da castanha do Unini estão alguns dos melhores restaurantes de Manaus, como o Caxiri, a Cachaçaria do Dedé e o Grupo Banzeiro, que inclui os restaurantes Caboquinho, Moquém e Banzeiro – este último acaba de abrir uma filial no Itaim Bibi, área nobre de São Paulo.

Para a chef Debora Shornik, do restaurante Caxiri,  a castanha é um ingrediente versátil e dá crocância e sabor às receitas, além de ser fonte de gorduras boas, vitaminas e minerais. “No Caxiri, atualmente usamos a castanha em saladas, salpicada em cima de massas, fazemos leite para moqueca, e temos  uma farofa doce de castanhas caramelizadas que servimos com sorvete. Também fazemos um drink de castanha com rum que é uma delicia!”, afirma.

Segundo ela, a alta gastronomia só tem a ganhar quando valoriza os produtos da floresta. “Ajudar a promover e fortalecer uma bioindústria é uma maneira de amenizar a pressão exploratória sobre a floresta, além de ‘arrumar’ a casa, promovendo recursos para a prática do manejo, e com isso gera um ciclo sustentável”, comenta.

REPERCUSSÃO NA MÍDIA

No dia 15 de setembro, a castanha beneficiada pela Coomaru foi tema de uma matéria especial do caderno +Dinheiro, do Jornal A Crítica. Confira abaixo a videorreportagem que a equipe produziu:

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