FVA participa de evento da ONU sobre prevenção do risco de desastres


Ações preventivas para mitigar o impacto de desastres naturais e socioambientais estão entre os temas discutidos durante a sexta reunião da Global Platform for Disaster Risk Reduction, promovida pelas Nações Unidas. Neste ano, o fórum bienal acontece em Genebra, na Suíça, entre os dias 13 e 17 de maio, reunindo ONGs, cientistas e delegados governamentais do mundo inteiro. A Fundação Vitória Amazônica (FVA) está representada no evento pelo coordenador executivo Fabiano Silva, que destaca a agenda transversal do encontro.

“Ele abarca desde temas de saúde e produção até geração de renda e questões climáticas. Minha presença aqui é basicamente para fazer contatos com organizações que atuam nessa frente e buscar ferramentas, metodologias e conceitos que nos permitam avançar no nosso trabalho na FVA. Além, é claro, de fazer contato com parceiros que possam apoiar os projetos da fundação no futuro, buscando incrementar nossa contribuição no Amazonas”, afirma.

Silva também faz uma relação entre o trabalho que a FVA desenvolve por meio do programa Geopolítica da Conservação e os termos da Declaração de Sendai e do Marco para a Redução de Riscos de Desastres, que tem como uma das metas aumentar a disponibilidade e o acesso a sistemas de alerta precoce para vários perigos e as informações e avaliações sobre o risco de desastres para a população.

Segundo o coordenador executivo da FVA, o programa Geopolítica da Conservação mapeia, monitora e oferece respostas aos riscos socioambientais na Região Metropolitana de Manaus e no Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro. Nos últimos anos, o projeto tem se ocupado em pensar como as dinâmicas antrópicas impactam essa região.

“Nesse processo, tentamos identificar quais variáveis estão mudando e quais impactos sociais e ambientais elas podem influenciar, mostrando riscos que podem gerar grandes desastres”, explica Silva. Ele ainda cita como exemplo o desmatamento, que impacta a qualidade de vida de uma comunidade, e as enchentes e secas extremas, que isolam regiões e forçam um processo migratório desordenado.

“Estamos refletindo e aprendendo muito nesse processo de qualificação de um sistema que monitore essas variáveis. Nosso grande objetivo é tentar ganhar alguns anos de antecedência em relação aos impactos e desastres para que possamos influir sobre políticas públicas que levem em consideração esses efeitos, criando mecanismos para mitigá-los e promovendo a resiliência das comunidades afetadas”.

SOBRE A PLATAFORMA

A Global Platform for Disaster Risk Reduction adotou em 2015 a Declaração de Sendai e o Marco para a Redução de Riscos de Desastres, com o objetivo de reduzir significativamente o número de mortes, destruição e deslocamentos causados por desastres naturais até 2030. O Marco também reafirma a necessidade de antecipar, planejar e reduzir os riscos, de modo a proteger pessoas, comunidades e países de forma mais efetiva, bem como construir uma maior resiliência.

Para que o novo Marco seja adotado de forma bem-sucedida, é necessário forte comprometimento, envolvimento político e foco em quatro prioridades: entender os riscos de desastres; fortalecer o gerenciamento dos riscos; investir na redução dos riscos e na resiliência, além de reforçar a prevenção de desastres e dar respostas efetivas.

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