Observatório trabalha em resultados de Caravana ao interior do Amazonas


A elaboração de notas técnicas e a realização de um seminário para discutir políticas públicas metropolitanas estão entre os futuros desdobramentos da I Caravana do Observatório da Região Metropolitana de Manaus, que percorreu os municípios de Careiro Castanho, Manaquiri, Itapiranga e Silves entre os meses de fevereiro e março.

De volta à capital, o secretário executivo do ORMM, Artur Monteiro, fez um balanço da atividade pioneira, promovida pela Fundação Vitória Amazônica (FVA) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Universidade Federal do Amazonas, Universidade do Estado do Amazonas e Associação Amazonense de Municípios (AAM).

A Caravana, conforme Monteiro, tinha dois objetivos: fazer um levantamento sobre o perfil urbano de cada município visitado e divulgar os trabalhos do Observatório. Com a ajuda de observadores locais previamente capacitados, a equipe realizou entrevistas com diferentes atores sociais no intuito de coletar dados e compreender a realidade local sob vários pontos de vista.

Foram ouvidos representantes de órgãos municipais, vereadores, associações de pescadores e produtores rurais, comerciantes, agentes de polícia, dentre outros. “A proposta era que tivéssemos um entendimento maior sobre essas cidades a partir de pesquisas sobre suas particularidades ambientais, econômicas, produtivas, sociais e sobre a qualidade de vida nos municípios como um todo”.

Monteiro destacou ainda que o próximo passo consiste na análise e apresentação dos resultados da Caravana, de modo a fortalecer a articulação institucional do Observatório. “A consolidação desse material vai dar origem a um estudo sobre as cidades da Região Metropolitana de Manaus (RMM), descrevendo suas características, potenciais, necessidades e propostas feitas pelos próprios moradores e atores sociais, fortalecendo sua representatividade”.

O estudo também vai embasar notas técnicas a serem emitidas pelo Observatório, podendo subsidiar políticas públicas destinadas à implantação da RMM e de ações comprometidas com um desenvolvimento regional voltado às necessidades locais. Essa articulação será feita por meio do “Seminário de Políticas Metropolitanas”, que será realizado pelo Observatório em parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento e Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Manaus, em data a ser definida.

“Esse seminário terá como ponto central a discussão sobre como podemos inserir a RMM nas pautas de planejamento e trabalho do estado do Amazonas, assim como do desenvolvimento regional. Grandes especialistas locais e nacionais estarão presentes para discutir o futuro da RMM, e os trabalhos da Caravana servirão como subsídio nesse momento”, concluiu o secretário.

PARTICIPAÇÃO POPULAR

Nos municípios percorridos pela Caravana, o Observatório também promoveu audiências públicas para apresentar seu histórico de ações e resultados de pesquisas sobre vulnerabilidade socioambiental realizadas pela Fundação Vitória Amazônica. Os encontros tiveram participação expressiva de comunitários, autoridades e representantes de classe, fortalecendo o papel do ORMM como parceiro na articulação entre o poder público e a sociedade civil.

A titular da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Itapiranga, Clara Maria, avaliou positivamente a iniciativa. “É algo que precisava ser feito mais vezes porque levanta questões tão necessárias não só para o nosso município, mas para todos que precisam desse apoio, força e incentivo na execução das políticas públicas. Estamos à disposição para levar esse trabalho adiante”, afirmou.

O professor estadual Wandenberg Soares, que acompanhou a Caravana em Manaquiri, ressaltou a importância do trabalho em conjunto para o incremento de políticas para o meio ambiente. “Nós do município estávamos esperando que uma entidade com responsabilidade pudesse fazer a diferença nessa área. Queremos trabalhar juntos com o Observatório na intenção de protegermos não só a fauna e a flora, mas também o ser humano”, concluiu.

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