Geopolítica da Conservação


Missão: Gerar, sistematizar e disponibilizar conhecimentos relevantes para atores-chave visando influenciar políticas públicas e processos de tomada de decisão em multi-escala na Amazônia.

Início do Programa

Ao longo das últimas décadas um extenso e diverso sistema de áreas protegidas (APs) foi se constituindo na Amazônia Brasileira. Em paralelo a esta geopolítica da conservação, o Estado brasileiro, bem como outros países amazônicos, tem implementado uma intensa estratégia de desenvolvimento econômico, principalmente através da construção de hidroelétricas e grandes obras de infraestrutura.

Um exemplo destas estratégias em conflito pode ser observado na região de atuação da FVA, especificamente no baixo curso do Rio Negro, onde as estratégias potencialmente conflitantes de conservação e desenvolvimento se consolidam através da constituição do Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro e da Região Metropolitana de Manaus (RMM), respectivamente.

Assim neste contexto, desde 2004 foi implementado o projeto Geopolítica da Conservação com apoio Fundação Gordon & Betty Moore, que atualmente se consolidou em um programa institucional que visa estabelecer uma interação positiva e complementar entre estas estratégias que é de fundamental importância para o desenvolvimento sustentável desta importante região da Amazônia.

Atualmente, a integridade ambiental das áreas protegidas do Mosaico vem sendo ameaçada pela dinamização da RMM, que o objetivo é interiorizar os benefícios da Zona Franca de Manaus (ZFM) através de grandes obras de infraestrutura como: a Ponte do Rio Negro, duplicação da AM- 070, gasoduto Coari-Manaus, Linhão de Tucuruí e restauração da BR – 319. Estes projetos têm contribuído com a degradação ambiental na região aumentando o desmatamento dentro dos limites das áreas protegidas do Mosaico. Assim, será fundamental construir instrumentos de gestão atualizados e adaptados à região e ao cenário político econômico atual e integração das políticas públicas capitaneadas pela RMM ao processo de consolidação das áreas protegidas do Mosaico.

Geração de Conhecimento

A conservação da biodiversidade deve estar alicerçada em sólidas bases de conhecimento. Em uma região tão complexa social e ambientalmente como a bacia do rio Negro existe uma enorme necessidade de geração de informações gerais sobre a região.

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A FVA tem dado uma importante contribuição ao conhecimento da diversidade biológica, social e ecossistêmica da bacia do rio Negro e atua na geração de conhecimentos multidisciplinares, para subsidiar a gestão das áreas protegidas do baixo rio Negro e conciliar o desenvolvimento econômico na região, buscando oferecer suporte técnico aos gestores públicos relevantes. A FVA acredita que a consolidação deste conjunto de áreas protegidas pode trazer benefícios para as populações locais e alavancar o desenvolvimento dos municípios abrangidos pelos limites destas áreas.

Políticas Públicas

A FVA em suas estratégias de políticas públicas busca influenciar decisões, atitudes e legislação, em busca do favorecimento da conservação do meio ambiente e da melhoria da qualidade de vida dos habitantes da região. A principal estratégia adotada pela FVA é atuar em redes de organizações visando fortalecer seus argumentos em prol de um desenvolvimento humano com base na conservação da natureza.

politicas

Esta atuação pública é ainda fortalecida pela contribuição da FVA nos diversos conselhos e comitês públicos de caráter participativo. Destacamos a participação na União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), Comitê do Programa ARPA (Áreas Protegidas da Amazônia) do governo federal, Conselho Estadual do Meio Ambiente do Amazonas (CEMAAAM), Rede Rio Negro, conselho do Mosaico do Baixo Rio Negro (MBRN), assim como dos conselhos de Unidades de Conservação no baixo rio Negro.

Nossas ações

  • Consolidar instrumentos de gestão das áreas protegidas do baixo Rio Negro (ex. planos de manejo e gestão e conselhos).
  • Inovar nas estratégias regionais de conservação.
  • Compartilhar experiência técnica da FVA na gestão de áreas protegidas.
  • Monitorar e divulgar as ameaças da Região Metropolitana de Manaus (RMM) sobre o Mosaico do Baixo Rio Negro (MBRN) e região.
  • Elaboração de diagnósticos socioambientais dos municípios da RMM.
  • Capacitação e suporte técnico aos gestores públicos.
  • Participação nos fóruns públicos

Núcleo de Geoprocessamento
Como parte da estratégia da FVA na consolidação dos programas institucionais foi a implementação do Núcleo de Geoprocessamento e o uso de geotecnologias como ferramenta de trabalho e ação. O Núcleo tem como missão dar suporte técnico aos programas Geopolítica da Conservação, Conservação para Gente e Gente para a Conservação.

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O Núcleo nasceu a partir das demandas dos trabalhos desenvolvidos pela FVA na elaboração de mapas e análises espaciais dos planos de manejo do Parque Nacional do Jaú e Reserva Extrativista do Rio Unini e dos planos de gestão do Parque Estadual Rio Negro – Setor Norte e Parque Estadual Serra do Aracá. A FVA, também foi pioneira no desenvolvimento de métodos participativos de mapeamento do uso de recursos naturais integrando o conhecimento tradicional das populações ribeirinhas a modernas técnicas de sistemas de informações geográficas. Atualmente o Núcleo trabalha em diferentes linhas temáticas e ações dentro da área de atuação da FVA.

Nossas Ações

  • Monitoramento da dinâmica da paisagem
  • Mapeamento e monitoramento participativo de uso de recursos naturais
  • Difusão de conhecimento e pesquisa
  • Monitoramento das ameaças a biodiversidade
  • Apoio às políticas públicas
  • Gestão de dados de geográficos
  • Desenvolvimento de novas linhas de pesquisa
  • Gerar, adequar e atualizar dados geográficos
  • Elaboração de material cartográfico
  • Capacitação e orientação técnica para outras entidades

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FVA

FVA

A Fundação Vitória Amazônica é uma organização de inovação socioambiental que alia conhecimento tradicional e técnico-científico para a proposição de políticas públicas e alternativas adequadas ao desenvolvimento socioeconômico regional, por meio da conservação e usos alternativos da biodiversidade, garantia dos direitos difusos, autonomia e formação humana, qualidade de vida e bem estar, e valorização das culturas amazônicas.

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