COOMARU será contemplada com recursos do Fundo de Promoção Social (FPS)


Técnicos da Fundação Vitória Amazônica (FVA) e membros da Cooperativa Mista de Agroextrativismo do Rio Unini (COOMARU), participaram na tarde da última quarta-feira (13), da assinatura dos 23 Termos de Fomento com Organizações da Sociedade Civil (OSC) da capital e do interior, realizado pelo Governo do Amazonas, por meio do Fundo de Promoção Social (FPS). Com estes Termos serão beneficiadas as associações de produtores rurais, cooperativas e prestadores de serviços em Manaus e interior do Estado.

Presidente da COOMARU, João Evangelista Souza.

                                               Presidente da COOMARU, João Evangelista Souza.

 

Ao todo, os recursos doados pelo FPS somam aproximadamente R$ 3,4 milhões, destinados aos projetos aprovados. A COOMARU é uma das cooperativas do interior do Estado contempladas com os recursos voltados a modalidade de inclusão produtiva com o projeto “Fibras do Rio Negro”, beneficiada com um recurso no valor R$ 123 mil que será destinado para a aquisição de equipamentos para a fabricação de vassouras. “Será um grande avanço para a nossa população, porque a gente tem a matéria prima, mas não tinha a garantia de um mercado justo. Hoje, com essa política do Governo voltada às populações tradicionais, a gente já tem mercado garantido para a nossa produção”, frisou o presidente da COOMARU, João Evangelista Souza.

O projeto

O projeto “Fibras do Rio Negro” faz parte do conjunto de ações previstas e integradas definidas no Plano de Ação do Comitê de Piaçaba no Estado do Amazonas para mudança e melhoria da cadeia produtiva de extrativismo de piaçaba e cipó. A experiência piloto, administrada pela COOMARU, prevê inovar nas relações de produção e comercialização dos extrativistas de fibras naturais, agregando valor no local e escoando o produto para mercados institucionais e abertos.

Criada em 2012 com o intuito de aproveitar as oportunidades de negócios sustentáveis de base comunitária no Rio Unini, a COOMARU é parceira, ou braço econômico da Associação de Moradores do Rio Unini (AMORU), associação criada em 2003 com o objetivo de criar e implementar a Reserva Extrativista do Rio Unini, melhorar a qualidade de vida dos moradores do Rio Unini e defender os interesses dos mesmos perante as restrições legais do Parque Nacional do Jau, no que se refere à presença humana em UCs de proteção integral.

Parcerias – A COOMARU atua em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Fundação Vitória Amazônica (FVA),  conformando os pilares do processo de desenvolvimento sustentável: a entidade de representação comunitária: AMORU, a entidade econômica: COOMARU, o órgão gestor: ICMBio, e a entidade de apoio técnico: FVA.

Importância do Termo

Para o coordenador do Programa Desenvolvimento Humano Integrado (PDHI), Ignácio Oliete Josa, a assinatura do Termo de Fomento representa mais um projeto de geração de renda para as famílias do Rio Unini em base ao uso sustentável da Floresta. “Desde o inicio a estratégia é diversificar atividades econômicas a partir da própria economia local que já é diversa na realidade do ribeirinho. No Rio Unini, já se trabalha com produtos de roçado, castanha da Amazônia, Pirarucu manejado, peixe ornamental e, agora, com a fabricação de vassouras a partir de fibras naturais”, explicou.

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Ainda de acordo com o coordenador, com o fortalecimento da economia familiar, além de aumentar a renda a partir de um produto com mais valor agregado, no caso a vassoura com cipó ‘in natura’, as famílias terão maior segurança na renda gerada.  Oliete acredita que diante as flutuações do mercado é importante ter uma diversificação de atividades para poder suprir a queda de preços eventual de um produto, a exemplo, o que acontece a farinha na região.

Outros processos – Vale ressaltar que, com os desdobramentos de um projeto deste porte, a fabricação de vassouras beneficia indiretamente outras frentes de trabalho. O projeto aproveita PET procedente de coleta seletiva de plásticos em Manaus para a fabricação dos tacos e presilhas das vassouras que prendem a fibra. Posteriormente são agregadas as fibras provenientes da coleta do Rio Unini e de outras bacias do Rio Negro. Portanto, a fabricação de vassouras no interior movimenta a economia em vários aspectos, trazendo benefícios para diversos atores da região.

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