Área de Atuação


No baixo rio Negro existe um extenso conjunto de áreas protegidas incluindo dois Parques Nacionais, dois Parques Estaduais, duas Áreas de Proteção Ambiental, uma Reserva Extrativista, uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável e uma Terra Indígena cobrindo mais de 11 milhões de hectares. Juntas estas unidades territoriais formam um dos maiores blocos de áreas protegidas do mundo.

Muitas das potencialidades destas áreas protegidas, como o turismo e a geração de renda baseada no uso sustentável de recursos naturais, ainda precisam ser dinamizadas. A parceria entre os órgãos gestores e instituições como a FVA é uma estratégia fundamental para a implementação destas áreas protegidas.

A FVA estabeleceu parcerias técnicas com o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBIO) e com o Centro Estadual de Unidades de Conservação (CEUC) para atuar no planejamento e gestão de quatro unidades de conservação do rio Negro::

• Parque Nacional do Jaú

• Reserva Extrativista do Rio Unini

• Parque Estadual do Rio Negro

• Parque Estadual da Serra do Aracá

 

Parque Nacional do Jaú

O Parque Nacional do Jaú é um dos maiores parques nacionais do Brasil, ocupando 2.272.000 ha, uma área superior ao estado de Sergipe.

O Parque está inserido nos municípios de Novo Airão e Barcelos e seus limites são definidos por três rios: o Carabinani ao sul, o Unini ao norte e o Negro a leste. É o único parque nacional do Brasil a proteger a bacia inteira de um rio de águas pretas, o rio Jaú. O nome do parque deriva de um dos maiores peixes brasileiros, o jaú (Paulicea  sobrevoo_jau (1)

Em 2000, o Parque Nacional do Jaú foi declarado Sítio Natural do Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, um reconhecimento internacional de sua relevância na conservação da biodiversidade do planeta. Em 2003, as unidades de conservação limítrofes ao Parque Nacional do Jaú (Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã e Estação Ecológica Anavilhanas) foram agregadas pela UNESCO para formar o “Sítio Complexo de Conservação da Amazônia Central”.

O Parque Nacional do Jaú é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Biodversidade (ICMBio). A FVA mantém uma parceria técnica de vários anos com o órgão gestor do Parque, tendo sido responsável pela elaboração e implementação do plano de manejo da unidade, o primeiro plano de uma megareserva no Brasil. Atualmente técnicos da FVA e do ICMBio estão envolvidos na revisão deste plano de manejo, visando adaptá-lo ao atual cenário de gestão no qual a unidade está inserida.

Reserva Extrativista do Rio Unini

A Reserva Extrativista do Rio Unini possui uma área aproximada de 833.352 hectares tendo sido criada em 21 de junho de 2006, a partir das reivindicações das populações ribeirinhas do rio Unini. Segundo a legislação ambiental brasileira as Reservas Extrativistas tem como objetivo proteger os meios de vida e a cultura das populações tradicionais residentes, assegurando o uso sustentável dos recursos naturais.

Verde Perto

A Reserva Extrativista do Rio Unini é a primeira unidade de conservação de uso sustentável na bacia do rio Negro.

A FVA participou ativamente do processo de criação da Resex, apoiando as populações locais na solicitação de sua criação, na elaboração do diagnóstico da região e nas negociações para sua criação. Este apoio baseou-se no fato da FVA acreditar na necessidade de um mosaico equilibrado de unidades de conservação de proteção integral e de uso sustentável no baixo rio Negro. A FVA também atuou em parceria com o ICMBIO na elaboração do plano de uso e do plano de manejo e na consolidação do conselho deliberativo da Resex.

Parque Estadual do Rio Negro Setor Norte

A partir de meados da década de noventa, o governo do Estado do Amazonas deu início a um processo de criação de unidades de conservação no baixo rio Negro, incluindo o Parque Estadual do Rio Negro – setor norte. O Parque foi criado em 02 de abril de 1995 e teve seus limites revistos em 2001 para os seus atuais 146.028 hectares. Os limites do Parque são definidos pelos rios Puduari ao sul, Negro a leste e Carabinani ao norte.

Parque Estadual da Serra do Aracá

O Parque Estadual Serra do Aracá conta com uma área de 1.818.700 hectares, na fronteira entre os Estados do Amazonas e Roraima. O Parque possui quase 85% de sua área sobreposta a Terra Indígena Yanomami e a Floresta Nacional do Amazonas. Por suas características peculiares, como altitude de até 1.700 metros e tipos de vegetação, este Parque possui flora e fauna das mais distintas no contexto do Estado do Amazonas. Esta biodiversidade, entretanto, ainda é mal conhecida.

araca

Desde que foi criado, o Parque Estadual Serra do Aracá nunca foi alvo de estudos com o objetivo de implementar a gestão da unidade. Desde 2006, a FVA realiza expedições multidisciplinares com o objetivo de conhecer melhor a diversidade biológica, as paisagens e a diversidade social da região. Estas expedições têm sido realizadas em parceria com pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e do Fundo Mundial da Natureza (WWF-Brasil). O conhecimento gerado nestes trabalhos de campo será fundamental para definir as formas de gestão do Parque Estadual da Serra do Aracá e regiões circunvizinhas. Atualmente, a FVA está preparando um livro retratando sua experiência e de pesquisadores parceiros ao longo das expedições de investigação cientifica à região do Parque Estadual da Serra do Aracá.

 

 

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A Fundação Vitória Amazônica é uma organização de inovação socioambiental que alia conhecimento tradicional e técnico-científico para a proposição de políticas públicas e alternativas adequadas ao desenvolvimento socioeconômico regional, por meio da conservação e usos alternativos da biodiversidade, garantia dos direitos difusos, autonomia e formação humana, qualidade de vida e bem estar, e valorização das culturas amazônicas.

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